Felipe Novaes Rocha é desenvolvedor especializado em Blockchain, IA e Segurança e escolheu a pequena cidade da serra catarinense como base para atender clientes no Brasil e no mundo — uma história que mistura tecnologia e qualidade de vida.
Uma nova base para trabalhar para o mundo
Há quem vá para Rancho Queimado no fim de semana para provar o morango fresquinho ou contemplar as paisagens do Morro da Boa Vista. Há quem chegue no inverno para sentir o frio serrano tão raro no litoral catarinense. E há quem, como Felipe Novaes Rocha, simplesmente fique — e passe a trabalhar de lá para o mundo inteiro.
Felipe é desenvolvedor e consultor de Tecnologias Emergentes com especialização em Blockchain, Segurança e Inteligência Artificial. Aos 36 anos, carrega mais de 18 anos de experiência no universo tecnológico e uma trajetória que começou literalmente na infância: aos 4 anos já mexia em computadores, aos 10 já programava em Visual Basic, e antes de completar 12 criou um sistema completo de cadastro escolar para a escola em que a mãe trabalhava.
Hoje, sentado em meio às araucárias e ao silêncio serrano a 65 km de Florianópolis, ele atende DAOs internacionais na web3, consulta empresas sobre inteligência artificial e blockchain, e começa a expandir cada vez mais sua atuação para o mercado brasileiro.
Uma escolha por tranquilidade
Segundo a reportagem publicada em março de 2026, Felipe buscava um lugar silencioso e tranquilo para viver. A escolha de Rancho Queimado reuniu a paisagem serrana, o contato com a natureza e a possibilidade de trabalhar remotamente.
A cidade tornou-se o cenário dessa etapa de sua trajetória, depois de anos de viagens pelo Brasil.
Quatro anos rodando o Brasil antes de parar
A chegada a Rancho Queimado não foi um passo abrupto. Felipe passou quatro anos como nômade digital itinerante, rodando o Brasil a bordo de uma KombiHome — uma Kombi adaptada em casa sobre rodas. Nessa época, ele desenvolveu projetos remotamente enquanto explorava regiões do país, combinando trabalho de alta tecnologia com a aventura de descobrir o interior e o litoral brasileiro.
“Fui desenvolvedor nômade por quatro anos, viajando pelo Brasil de Kombi”, recorda. “Esse período me ensinou muito sobre como trabalhar de qualquer lugar e sobre o que realmente importa na hora de escolher onde viver.”
Foi também nesse período que ele mergulhou de cabeça no universo da Web3. Iniciando em 2021, Felipe integrou o ecossistema Gardens, uma plataforma de governança blockchain ligada à 1Hive.org, onde liderou o desenvolvimento da segunda versão do protocolo — projeto que conquistou 1º lugar em um hackathon internacional.
Blockchain, IA e segurança: trabalhando para o mundo a partir da serra
Do alto da Serra Catarinense, Felipe presta consultoria para empresas e organizações autônomas descentralizadas (DAOs) ao redor do globo. Seu campo de atuação cobre algumas das fronteiras mais avançadas da tecnologia atual:
Blockchain e Web3 — desenvolvimento de soluções descentralizadas, contratos inteligentes e análise de ecossistemas digitais;
Inteligência Artificial — implementação de sistemas de IA para automação e otimização de processos;
Criptografia Avançada — pesquisa aplicada em Zero-Knowledge Proofs (ZK) e Fully Homomorphic Encryption (FHE);
Segurança e Privacidade — protocolos seguros para sistemas blockchain e aplicações descentralizadas.
“Nos últimos 4 a 5 anos servi muito DAOs na web3. Agora estou começando atender clientes brasileiros também”, explica Felipe. A expansão para o mercado nacional chega em um momento em que o Brasil amadurece sua relação com essas tecnologias — e em que mais empresas buscam profissionais capazes de navegar por blockchain, IA e segurança digital ao mesmo tempo.
A cidade que virou cenário perfeito para o trabalho global
Rancho Queimado não é apenas o pano de fundo da vida de Felipe — é parte ativa da sua produtividade. A tranquilidade da cidade, que já atraiu novos moradores o suficiente para fazer sua população crescer quase 20% entre 2010 e 2022, oferece o silêncio e o ritmo que um profissional de tecnologia criativa precisa para pensar com profundidade.
A conexão com Florianópolis, a apenas 65 km, garante acesso quando necessário ao aeroporto e a toda infraestrutura da capital — hoje uma das cidades mais disputadas por nômades digitais no Brasil e no mundo. Mas é na quietude serrana, entre o frio bom e as paisagens de araucárias, que as melhores ideias aparecem.
“A tranquilidade da serra, a conexão com a natureza e o ritmo desacelerado, me dá o espaço mental para trabalhar com o que há de mais complexo e emergente na tecnologia”, reflete Felipe. “Não preciso de um escritório em São Paulo ou de uma conexão com o Vale do Silício para fazer um trabalho de classe mundial. Preciso de uma boa internet, de um lugar silencioso e de clareza mental. Rancho Queimado me dá tudo isso.”
Mais do que um nômade: um criador de conhecimento
Felipe não é apenas um profissional que trabalha remotamente. Ele se vê como um disseminador de conhecimento sobre as tecnologias que domina. Manteve por mais de 140 dias consecutivos lives diárias no YouTube, co-criou o projeto “Floripa Web3” e oferece mentoria para profissionais que desejam ingressar no universo blockchain e das tecnologias emergentes.
Sua trajetória, aliás, é marcada por uma característica pouco comum no mundo tech: além de programador, Felipe é Terapeuta e Mediador de Conflitos, uma combinação que, segundo ele, transforma radicalmente a forma como lida com equipes, clientes e projetos complexos.
“A tecnologia sozinha não resolve nada. São as pessoas por trás dela que fazem a diferença”, diz.
Rancho Queimado na rota do trabalho digital
A história de Felipe é um retrato de profissionais que escolhem viver fora dos grandes centros urbanos em busca de qualidade de vida. O trabalho remoto permite combinar projetos para diferentes regiões com a rotina de uma cidade serrana.
A reportagem apresenta Rancho Queimado como um lugar onde é possível conciliar vida local e trabalho conectado, entre paisagens de araucárias e a tranquilidade das montanhas.
Sobre o destino
Rancho Queimado fica a 65 km de Florianópolis pela BR-282, na entrada da Serra Catarinense. A cidade tem cerca de 3.279 habitantes, altitude média de 800 m e é conhecida como a Capital Catarinense do Morango.
FONTES & PRÓXIMOS CAMINHOS
DeOlhoNaIlha · reportagem original, 4 de março de 2026Apuração documental consultada em 18 de outubro de 2026. Texto original do Portal Rancho Queimado a partir das fontes indicadas.



